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546 mil afastamentos por saúde mental em um ano: o número que explica por que criamos um evento para quem decide na construção

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    Blog do Jobs
  • há 4 dias
  • 4 min de leitura

O Brasil bateu recorde de licenças por transtornos mentais pela segunda vez em dez anos. Na construção civil, esse dado vira atraso, retrabalho e perda de bons profissionais. Entenda o que está por trás dos números, o que a nova NR-1 exige das empresas e como o evento gratuito do LigaJobs em 04 de agosto pode ajudar a sua empresa a sair da omissão.


Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por transtornos mentais e comportamentais. É um crescimento de 15,66% em relação a 2024, que já tinha sido um ano recorde. Ansiedade e depressão lideram o ranking, superando causas tradicionais de afastamento como fraturas.


O custo direto para o INSS passou de R$ 3,5 bilhões em benefícios pagos. E esse é só o pedaço visível da conta. A Organização Mundial da Saúde estima que, globalmente, 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos por ano devido à depressão e à ansiedade, com prejuízo de quase US$ 1 trilhão em produtividade.


Esses números não são uma curiosidade estatística. São a explicação de por que a NR-1 foi atualizada. E são também o motivo pelo qual decidimos criar um evento específico para quem decide nas empresas da construção civil.


O que esses dados significam para a construção


O adoecimento mental no trabalho é estrutural, previsível e mensurável. E os fatores que o alimentam são velhos conhecidos do setor da construção: sobrecarga, pressão por entrega, jornadas extensas, baixa previsibilidade das rotinas e lideranças despreparadas para sustentar equipes sob pressão.


Quando um profissional se afasta por ansiedade ou depressão, a empresa perde muito mais do que os dias de licença. O tempo médio de afastamento por transtornos mentais passa de 90 dias. Nesse período, o cronograma aperta, a equipe absorve a sobrecarga, o risco de novos adoecimentos aumenta e a operação entra em um ciclo que se retroalimenta.


E existe uma camada anterior ao afastamento, ainda mais cara: o profissional que continua trabalhando adoecido. Presente no canteiro ou no escritório, mas rendendo abaixo da capacidade, cometendo mais erros e se aproximando silenciosamente do pedido de demissão ou da licença médica.


A NR-1 transformou esse cenário em responsabilidade formal


Desde 26 de maio de 2026, a nova NR-1 exige que as empresas identifiquem, mapeiem e gerenciem os riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos. Sobrecarga, pressão excessiva por produtividade, assédio e jornadas exaustivas passaram a ser fatores que precisam de gestão, evidências e acompanhamento.


Em outras palavras: o que os dados do INSS mostram em escala nacional, os auditores do trabalho vão passar a observar empresa por empresa. E quem não conseguir demonstrar que olha para esses riscos com método estará exposto a autuações, multas e a um passivo trabalhista crescente.


Mas reduzir a NR-1 à ameaça de fiscalização é perder o ponto principal. A norma está apontando para algo que já custava caro antes dela existir. O turnover que ninguém explica. O retrabalho recorrente. A equipe que depende de poucos para funcionar. O clima que pesa. Tudo isso tem relação direta com a forma como o trabalho é organizado e conduzido. E tudo isso drena resultado, com ou sem fiscal na porta.


Por que criamos este evento


Ao longo dos últimos meses, conversando com donos, diretores e gestores de empresas da construção, percebemos um padrão que se repete: o RH e a Segurança do Trabalho conhecem a norma, mas a decisão de investir em mudanças reais depende de quem está no topo. E quem está no topo, na maioria das empresas, ainda enxerga a NR-1 como uma pauta técnica que alguém da equipe vai resolver.


O resultado é que a adequação avança no papel e a exposição real continua intacta.



Um encontro online e gratuito, no dia 04 de agosto, às 11h, em formato de roda de conversa, reunindo três olhares que raramente aparecem juntos na mesma discussão:


Luciano Rosa, especialista em Segurança do Trabalho, vai tratar das mudanças da norma, das exigências, da documentação e do que a fiscalização observa na prática.


Cláudia Domingos, Head do LigaJobs, vai abordar o pilar de gestão de pessoas: liderança, cultura, comunicação, gestão da pressão e retenção de profissionais.


Deísa Conegundes, especialista em eficiência operacional, vai mostrar como a desorganização de processos se conecta ao adoecimento das equipes e à perda de previsibilidade e resultado.


Para quem é este evento


O encontro foi desenhado para donos, CEOs, diretores e tomadores de decisão de construtoras, incorporadoras e escritórios de engenharia e arquitetura. Empresas de todos os portes precisam atender à norma, e empresas de todos os portes têm resultados a proteger.


Se você é da área de RH ou de Segurança do Trabalho, o evento também vai te servir, especialmente como instrumento para levar essa conversa para a sua diretoria com argumentos de negócio, não apenas de conformidade.


O que você leva do evento


Em 90 minutos de conversa direta, sem juridiquês e sem teoria distante da realidade do canteiro, você sai sabendo onde a sua empresa está exposta, quanto a omissão custa e o que fazer a partir de segunda-feira.


E quem participa garante um bônus: um diagnóstico gratuito e individual, uma conversa para avaliar em que momento da implantação da NR-1 a sua empresa está, identificar riscos e oportunidades e receber um direcionamento prático de próximos passos.


Inscreva-se! O evento é online e gratuito. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas para preservar a qualidade da conversa e dos diagnósticos.

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