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Nova NR-1 na construção civil: o resumo do encontro que reuniu segurança, operação e gestão de pessoas

  • Foto do escritor: Blog do Jobs
    Blog do Jobs
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

Reunimos três olhares diferentes sobre o mesmo tema para discutir o que a nova NR-1 realmente exige das empresas da construção. Case real, perguntas do público e um bônus para quem participou. A conversa completa já está disponível para assistir.


No dia 4 de agosto realizamos um encontro online e gratuito para discutir a atualização da NR-1 e a inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Foi uma roda de conversa de uma hora e meia com empresários, gestores e profissionais de RH do setor da construção.


Nós poderíamos ter feito um evento apenas sobre os requisitos da norma. Ou apenas sobre liderança. Ou apenas sobre produtividade. Optamos por outro caminho, porque acreditamos que a implantação da nova NR-1 acontece na interseção entre três coisas: a conformidade com o que a norma exige, a forma como o trabalho é organizado e a maneira como as pessoas são lideradas.


Foi por isso que reunimos três perspectivas na mesma conversa.


Quem participou e o que cada um trouxe


Luciano Augusto Madid Rosa, especialista em Saúde Ocupacional, Ergonomia e Gestão de Riscos, com mais de 20 anos de experiência em programas de Saúde e Segurança do Trabalho, explicou o que mudou na norma e por que essa mudança não veio do nada. Ele mostrou que os riscos psicossociais não são sinônimo de saúde mental: são condições da organização do trabalho, como volume de demanda, autonomia sobre as próprias tarefas, clareza de papéis, suporte da liderança e qualidade das relações. Deixou claro também que a exigência é de processo, não de intenção. A empresa precisa identificar esses fatores, avaliar, registrar no inventário de riscos, definir plano de ação e monitorar, envolvendo lideranças, SESMT e CIPA. E lembrou que a exposição da empresa vai além da fiscalização: quando o adoecimento é associado às condições de trabalho, abre caminho para discussões de nexo causal, ações trabalhistas e ações regressivas.


Deísa Conegundes, engenheira civil especialista em excelência operacional e Lean Construction, trouxe a perspectiva da obra. Para ela, o risco psicossocial na construção raramente chega com esse nome. Chega disfarçado de rotina: programação que muda toda semana, prazo definido sem ninguém perguntar se cabe, papel indefinido, projeto revisado que chega depois do serviço executado. O ponto que mais provocou a audiência foi este: produtividade e risco psicossocial respondem às mesmas causas. As falhas que geram retrabalho e atraso são as mesmas que geram sobrecarga. A diferença é que o setor sempre olhou apenas a metade financeira dessa conta.


Cláudia Domingos, Head do LigaJobs, psicóloga com mais de 25 anos em Recursos Humanos, conduziu a conversa e trouxe o pilar da Gestão de Pessoas. Ela mostrou que quatro indicadores que muitas empresas acompanham apenas como números de RH, afastamentos, absenteísmo, presenteísmo e turnover, representam custos altos que raramente aparecem de forma clara no resultado. E apresentou uma sequência de seis etapas para estruturar a gestão de pessoas de forma conectada à norma, começando pelo diagnóstico da situação atual.


O case: como o Grupo Arena começou


A conversa não ficou na teoria. O Grupo Arena compartilhou a experiência de quem já iniciou esse processo: o que motivou a empresa a olhar para o tema, quais foram as dificuldades no começo, quais ações já saíram do papel e o que fariam diferente hoje.

Foi o momento em que a discussão ganhou realidade. Ouvir uma empresa do setor falando sobre os próprios tropeços vale mais do que qualquer modelo pronto.


O que o público trouxe


Ao longo do encontro fizemos perguntas abertas no chat, e as respostas mostraram um retrato do setor. A maior parte das empresas presentes ainda está no começo dessa discussão, muitas ouvindo falar do assunto pela primeira vez de forma estruturada. Entre os fatores de risco reconhecidos no dia a dia, os mais citados foram a mudança constante de prioridades e a cobrança sobre lideranças que não recebem método para dar conta dela. E, quando perguntamos qual custo preocupa mais, o turnover apareceu com força, seguido do retrabalho.


Essas respostas confirmaram algo que já suspeitávamos: o desafio não é convencer o setor de que o problema existe. É mostrar por onde começar.


O bônus de quem participou


Quem esteve na conversa saiu com um convite exclusivo. Preparamos um Diagnóstico de Maturidade Organizacional frente à nova NR-1, que avalia os três pilares discutidos no evento e aponta as prioridades de cada empresa.


Como a avaliação é conduzida pelos nossos consultores e inclui devolutiva individual, ela foi disponibilizada gratuitamente para um número limitado de empresas participantes.


Assista à conversa completa


A gravação está disponível em formato de podcast no nosso canal do YouTube. Se você não conseguiu participar ao vivo, ou quer rever algum trecho com calma, é só acessar.



Esse foi o primeiro de uma série de encontros que vamos realizar ao longo do ano, sempre com temas que afetam diretamente quem toma decisão nas empresas da construção. Acompanhe nossas redes para não perder os próximos.

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