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A CLT não cabe mais no canteiro de obras: o setor da construção quer reformar a reforma - e com razão.

  • Foto do escritor: Blog do Jobs
    Blog do Jobs
  • 26 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Com 3 milhões de trabalhadores formais e outros 5 milhões na informalidade, o setor da construção civil está pressionando por mudanças na legislação trabalhista. O objetivo? Enfrentar a informalidade, modernizar relações de trabalho e preparar equipes para a revolução tecnológica que já começou.



A construção civil decidiu se posicionar. E não foi com qualquer pauta.


Sinduscon-SP, CBIC, Abrainc, Secovi e até o Sintracon-SP assinaram juntos um manifesto pela modernização da legislação trabalhista, com foco no que o setor já vem sentindo há anos: falta de mão de obra qualificada, dificuldade em formalizar equipes e um modelo de contratação que não acompanha o ritmo da tecnologia no canteiro.


Esse movimento reacende uma pergunta urgente para os gestores e profissionais do setor: Estamos preparados para a construção do futuro ou seguimos gerindo equipes com regras do século passado?


Apesar de empregar cerca de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o setor ainda convive com outros 5 milhões na informalidade.


E por que isso continua acontecendo?

  • Porque a folha de pagamento ainda é extremamente onerosa.

  • Porque programas sociais desorganizam a base de contratação.

  • Porque os modelos de trabalho continuam engessados e distantes da realidade prática do canteiro.


Na ponta, isso significa empresas inseguras para contratar e profissionais sem estabilidade, sem qualificação contínua e sem perspectivas de crescimento.


O manifesto também projeta um canteiro totalmente transformado até 2033: IA, impressão 3D, BIM, robótica, realidade virtual, Internet das Coisas.


E de fato, essa revolução já está acontecendo.

Construtoras estão investindo em processos mais inteligentes, obras mais enxutas, gestão digital e monitoramento remoto. Mas a estrutura legal e os modelos de contratação ainda não acompanham essa mudança.


Hoje, ainda é difícil contratar por tarefa, pagar por produtividade ou incorporar aprendizes no dia a dia da obra, mesmo quando há total interesse em formar e desenvolver gente boa.


A construção já entendeu que sem qualificação contínua não há tecnologia que funcione.

Mas formar pessoas no modelo atual está ficando inviável: currículos técnicos desatualizados, regras rígidas de aprendizagem e pouco incentivo a jovens talentos.

O setor agora propõe algo polêmico, mas urgente: permitir a presença de aprendizes no canteiro de obras.

Hoje é proibido. Mas a ideia é trazer os jovens para o campo com segurança, supervisão e aprendizado prático, não deixá-los na informalidade ou fora do setor.


Produtividade como critério de remuneração


Outro ponto forte do manifesto é a proposta de criar modelos modernos de pagamento, com foco em produtividade e menor carga tributária.

A ideia é viabilizar contratos mais flexíveis, com pagamento por tarefa ou desempenho, e reduzir o custo de manter equipes formais.

Para os RHs, isso pode significar um respiro na folha.

Para os profissionais, é a chance de ver sua entrega reconhecida de forma mais justa.

Mas tudo isso depende de uma coisa: uma legislação que permita inovação com segurança jurídica.


O que isso muda para o RH e os gestores da construção?


Muda tudo. Porque, enquanto esse novo modelo não chega, as dores seguem batendo na porta:

  • Dificuldade de contratar com carteira assinada.

  • Medo constante de processos trabalhistas.

  • Profissionais sem formação para operar máquinas, sistemas e tecnologias.

  • Baixa retenção de talentos.

  • Desalinhamento entre a lógica da produção e a lógica do jurídico.


O setor está pedindo por um sistema mais funcional, moderno e adaptado à sua realidade.

E se o RH da sua empresa ainda opera no modo "cumprir tabela", vai ficar cada vez mais difícil acompanhar.


Mesmo com todas as limitações legais, há muito que as empresas podem fazer agora:

  • Criar programas internos de capacitação e qualificação técnica.

  • Rever estruturas rígidas de cargo e salário.

  • Estabelecer trilhas de carreira claras.

  • Propor modelos de remuneração por performance, dentro do que a lei já permite.

  • E principalmente: trabalhar para manter os bons profissionais dentro, mesmo quando o mercado lá fora parece mais flexível.


No LigaJobs, ajudamos empresas da construção a lidar com a realidade atual do setor, sem deixar de preparar suas equipes para o que vem por aí.

Se a sua empresa quer se posicionar de forma mais estratégica — mesmo com um cenário em mudança — fale com a gente.

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