Pesquisa: 75% dos profissionais da construção não se sentem ouvidos por seus gestores diretos
- Blog do Jobs

- 10 de fev.
- 3 min de leitura
Entenda como a atualização da NR-1 sobre riscos psicossociais, que passa a ser fiscalizada em maio de 2026, transforma a escuta ativa em uma exigência legal e estratégica para o setor.

Imagine o seguinte cenário: uma reunião de diretoria para discutir o atraso de uma entrega crítica. No canto da sala, ou na tela do Zoom, o coordenador de planejamento sabe exatamente onde o fluxo de suprimentos quebrou, mas ele não diz nada. Ele já tentou antes, mas sentiu que sua voz foi ignorada. Ele faz parte de uma estatística silenciosa, mas perigosa.
De acordo com estudos globais de engajamento e clima organizacional (como os reportados pela Gallup e adaptados à realidade do setor pela CBIC), cerca de 75% dos profissionais em posições técnicas e operacionais da construção civil sentem que suas opiniões e alertas não são levados em conta por seus gestores diretos.
No nosso setor, onde o erro custa caro e a margem é apertada, esse "silêncio" não é apenas um problema de comunicação — é um risco operacional e, agora, um risco jurídico.
O fim do "Custo do Silêncio" e a chegada da NR-1
Até pouco tempo, a gestão de riscos na construção era focada quase exclusivamente no físico: capacetes, redes de proteção, PCMAT e PGR. No entanto, a atualização da NR-1 (Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) mudou o jogo ao incluir os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
A partir de maio de 2026, a fiscalização será rigorosa.
Isso significa que fatores como estresse excessivo, assédio, falta de suporte da liderança e ambientes de trabalho psicologicamente inseguros passam a ser passíveis de autuação. O governo e os órgãos reguladores entenderam o que o mercado já sentia: um profissional que não se sente ouvido é um profissional sob estresse, mais propenso a erros, acidentes e, inevitavelmente, ao turnover.
Por que maio de 2026 é um marco para sua empresa?
Se a sua empresa ainda enxerga a saúde mental e a comunicação interna como "temas secundários", o prazo está se esgotando. A fiscalização que se inicia em maio não buscará apenas documentos, mas evidências de que a empresa possui mecanismos reais para mitigar riscos psicossociais.
Uma liderança que não sabe ouvir, que centraliza decisões no "grito" ou que ignora o feedback técnico da equipe está, na prática, criando um passivo para a construtora.
Do jurídico ao estratégico: Como o LigaJobs atua
No LigaJobs, nós não apenas acompanhamos as mudanças na legislação; nós ajudamos sua empresa a utilizá-las para construir uma estrutura mais sólida e produtiva. A conformidade com a NR-1 é o ponto de partida, mas o destino final é uma gestão de elite.
Estamos preparados para auxiliar sua empresa através de:
Diagnóstico de Clima e Pesquisas Internas: Identificamos os pontos cegos da sua comunicação antes que eles se tornem multas ou pedidos de demissão.
Implantação de Ciclos de Feedback: Estruturamos processos de escuta ativa para que a informação técnica flua do escritório ao canteiro sem ruídos.
Palestras e Treinamentos de Liderança: Capacitamos seus gestores para gerenciar pessoas, e não apenas cronogramas, focando na redução de riscos psicossociais.
Mediação e Intervenção: Atuamos diretamente na resolução de conflitos internos, garantindo um ambiente de trabalho saudável e em conformidade com as novas exigências.
A pergunta para 2026 não é mais "se" sua empresa deve ouvir os colaboradores, mas "como" ela está se estruturando para isso antes da próxima fiscalização.
Sua empresa está pronta para maio de 2026? Não deixe para a última hora. O LigaJobs tem o know-how técnico e humano para adequar sua gestão de pessoas às novas normas, protegendo sua operação e retendo seus melhores talentos.